sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

whore she

Olha para ti, no lixo que te tornaste. Olha! Olha o que os anos te fizeram.
Menina, menina. Tem tento na língua. Tem compustura!
Já te esqueceste dos tenros anos em que brincavas com bonecas, em que querias ser cabeleireira, como todas as outras meninas?
Devias ser tão querida, tão fofa. Tu e esse teu olho azul brilhante, esse sorriso enorme, a tua vozinha trémula quando vias uma aranha ou um gafanhoto.
Cresceste. Mal. Mas cresceste.
A tua pele branquinha, o teu nariz empinado estão baços. Estás podre, não o teu exterior mas essa tua personalidadezinha mesquinha..
Tenho pena que sejas assim, tão bonita, tão burra, tão oferecida, pronta para ir com qualquer um que te quer 'comprar'.
A tua mísera vida gira a volta do amor, gostas tanto de o 'dar'... Gostas de ser 'amada' por qualquer um, o teu amor é universal, carinhoso, e para aqueles que precisam. Santa de ti, sempre tão preocupada com o bem estar de todos que nem te lembras que aqueles que 'amaste' tinham alguém.. Ops. Desculpa amor, desculpa, o que conta é a tua nobre intenção. Amar acima de tudo!
Para ti é liberdade, para mim é falta de carácter.
Tens tudo em grandes medidas, falta-te o bom senso e a honestidade.
Pois é amor, não se pode ter tudo.
Talvez quando fores mais velha, quando te olhares ao espelho, talvez aí te odeies, talvez ai percebas que sempre foste e sempre serás uma fraca.
Nessa altura já nem me lembro do teu nome, nem da tua cara, já nem sei quem és ou foste.
Morreste hoje. Morreste agora.



Compilação de todos os defeitos das pessoas que conheci durante a minha curta existência. Enterrei-os agora, não se esqueçam de trazer flores e quando acabarem de ler façam um minuto de silêncio. Afinal, mesmo má, são gente.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

(Sem Título)

Tenho o corpo morto do cansaço, das correrias intermináveis e da falta de horas de sono. Dói-me os braços só de estar a escrever, a coluna de estar sentado e os olhos de estarem abertos. São dores efémeras, mas doem à mesma. Tenho o coração mole, é a única coisa que não dói, também não tem razão para doer não se magoou, não se cansou nem lhe faltou o sono. A alma sim, está cansada, magoada e a cafeína, leva com o peso das preocupações, é apedrejada e ainda lhe cuspo em cima com os pensamentos do dia a dia. Se a pudesse rasgar de mim rasgava, se a pudesse anestesiar, anestesiava, e se a pudesse matar, não o faria. Não quero viver feliz e ignorante, prefiro estar como estou e puder ser livre de pensar, ao menos penso-me sem preocupações e pensamentos (pesados). Tenho 18 anos e sinto-me com 40..
À dias pediram-me a definição de amor, ainda me ri cá dentro, depois reflecti e ainda escrevi um texto de aproximadamente 100 palavras, mas ontem lembrei-me que não passa de uma palavra, - o amor é só uma palavra para fantasiar a necessidade do Homem - foi isto que pensei, e sinceramente acho que é o que se adequa melhor. Felizmente não me apetece falar de amor, nem dessas merdisses. Apetece-me sim esvaziar a alma, e hoje, concordo com Fernando Pessoa, não somos nada mais do que cadáveres adiados, à mercê da vida, que nem a vivemos e passamos por ela de avião sem bilhete de volta.
João Padinha,
29/2/08

Tonalidades Rosa aos 18

No papel sou adulta, no corpo também.
E que importa?
Que importa que o meu B.I. carregue o peso da maioridade quando ainda me sinto pequenina?
Nada.
Só um número, só um novo, digamos que, estatuto.
Odeio a importância que dão aos dezoito quando ainda continuamos teenagers, quando ainda não sabemos nada da independência nem da vida lá fora.
Aos dezoito estás ainda dentro do útero, no sentido figurado claro.
A tua casa, a tua escola, a tua depêndencia económica são o cordão umbilical.
E eu sinto-me confortável aqui dentro. Com as minhas fugas ocasionais, com a minha ideia de que a vida não é assim tão má.
É bom ser jovem. Acho que estacionava nos dezoito durante uns bons anos, o acne já foi embora, as rugas ainda estão longe, não há reumático e as noitadas naquela discoteca fixe que passa sempre a tua música preferida são o ponto alto da tua semana.
A vida, mesmo que menos boa, tem tonalidades cor de rosa quando és novo. Pelo menos era assim que devia funcionar..

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Track 2 - Vazio

Há dias em que nos apetece esvaziar a alma, e não existe inspiração, não existem as palavras bonitas e bem posicionadas que criam aqueles textos arrebatadores que estamos habituados a ler pela vida fora. Existem dias em que a nossa alma nos impulsiona a escrever, mas a formação de texto não é o nosso forte. Hoje é um dia assim, e este blog foi criado precisamente para isso, para escrevermos, para exercitarmos o nosso cérebro (há quem precise urgentemente..), para escrevermos com gosto e com alma, não com o cuidado de ser bonito ou feio, de se querer criar um texto que abale todo o ser que o leia, não! Aqui se vai escrever pelo prazer e por se querer!
Citando um Filósofo bastante conhecido, "todo o ser que pensa, existe.", vamos então existir e esvaziar a alma, porque há dias que são para isso.

Track 1 - Intro

Os posts introdutórios são sempre uma grande grande seca.
Aquela necessidade parva de querer explicar o intuito, muitas das vezes inexistente, de querer escrever meia dúzia de palermices só para alivar o corpo e a cabeça.
Pois bem, eu não tenho motivo solene pelo qual fiz o blog, nem eu nem o teen.
Apeteceu-nos.
Is that good enough for you?


Amanhã há mais, ou talvez daqui a cinco minutos. who knows?