Tenho o corpo morto do cansaço, das correrias intermináveis e da falta de horas de sono. Dói-me os braços só de estar a escrever, a coluna de estar sentado e os olhos de estarem abertos. São dores efémeras, mas doem à mesma. Tenho o coração mole, é a única coisa que não dói, também não tem razão para doer não se magoou, não se cansou nem lhe faltou o sono. A alma sim, está cansada, magoada e a cafeína, leva com o peso das preocupações, é apedrejada e ainda lhe cuspo em cima com os pensamentos do dia a dia. Se a pudesse rasgar de mim rasgava, se a pudesse anestesiar, anestesiava, e se a pudesse matar, não o faria. Não quero viver feliz e ignorante, prefiro estar como estou e puder ser livre de pensar, ao menos penso-me sem preocupações e pensamentos (pesados). Tenho 18 anos e sinto-me com 40..
À dias pediram-me a definição de amor, ainda me ri cá dentro, depois reflecti e ainda escrevi um texto de aproximadamente 100 palavras, mas ontem lembrei-me que não passa de uma palavra, - o amor é só uma palavra para fantasiar a necessidade do Homem - foi isto que pensei, e sinceramente acho que é o que se adequa melhor. Felizmente não me apetece falar de amor, nem dessas merdisses. Apetece-me sim esvaziar a alma, e hoje, concordo com Fernando Pessoa, não somos nada mais do que cadáveres adiados, à mercê da vida, que nem a vivemos e passamos por ela de avião sem bilhete de volta.
À dias pediram-me a definição de amor, ainda me ri cá dentro, depois reflecti e ainda escrevi um texto de aproximadamente 100 palavras, mas ontem lembrei-me que não passa de uma palavra, - o amor é só uma palavra para fantasiar a necessidade do Homem - foi isto que pensei, e sinceramente acho que é o que se adequa melhor. Felizmente não me apetece falar de amor, nem dessas merdisses. Apetece-me sim esvaziar a alma, e hoje, concordo com Fernando Pessoa, não somos nada mais do que cadáveres adiados, à mercê da vida, que nem a vivemos e passamos por ela de avião sem bilhete de volta.
João Padinha,
29/2/08
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