No papel sou adulta, no corpo também.
E que importa?
Que importa que o meu B.I. carregue o peso da maioridade quando ainda me sinto pequenina?
Nada.
Só um número, só um novo, digamos que, estatuto.
Odeio a importância que dão aos dezoito quando ainda continuamos teenagers, quando ainda não sabemos nada da independência nem da vida lá fora.
Aos dezoito estás ainda dentro do útero, no sentido figurado claro.
A tua casa, a tua escola, a tua depêndencia económica são o cordão umbilical.
E eu sinto-me confortável aqui dentro. Com as minhas fugas ocasionais, com a minha ideia de que a vida não é assim tão má.
É bom ser jovem. Acho que estacionava nos dezoito durante uns bons anos, o acne já foi embora, as rugas ainda estão longe, não há reumático e as noitadas naquela discoteca fixe que passa sempre a tua música preferida são o ponto alto da tua semana.
A vida, mesmo que menos boa, tem tonalidades cor de rosa quando és novo. Pelo menos era assim que devia funcionar..
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